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O Petropolitano Foot-Ball Club foi fundado por um grupo de jovens sonhadores no dia 04 de Julho de 1911, no Bar de um alemão chamado Max Meyer, localizado onde atualmente é o Edifício Minas Gerais. Diz a lenda que o animado anfitrião comemorou o nascimento do Clube com tiros de espingarda para o alto.

Na década de vinte, o Clube, não possuía sede e utilizava até então o campo de futebol do Terra Santa. Posteriormente, em 1923, após receber um terreno no Valparaíso doado pela família Guinle, o Petropolitano construiu sua sede esportiva, com campo – Estádio Carlos Guinle – e duas quadras de tênis. A parte Social acontecia em salões ou teatros alugados, como o Cinema Petrópolis e Cinema dom Pedro, principalmente para as Domingueiras dançantes e os, já famosos, bailes de Carnaval. 

Na década de quarenta, uma fundamental mudança marcava para sempre a história do alvinegro: a aquisição, junto ao Capitão Lulú, do Tênis Clube de Petrópolis, com suas históricas quadras de tênis, onde Alberto Santos Dumont participava de animadas partidas sempre que veraneava na Cidade Imperial. Com a aquisição do Tênis Clube, o Petropolitano passou a ter sua sede social, localizada na Rua 1º de Março (conhecida atualmente como Av. Roberto Silveira – nome trocado após o Governador Roberto Silveira sofrer um acidente de helicóptero no local). 

Em 1950, inaugura-se a piscina do Clube, feito que trouxe ainda mais associados. Ainda nesta década, as Domingueiras com a Banda do Kolling, os desfiles Bangu e o Baile de Máscaras, em parceria com a Prefeitura, movimentavam a Cidade e todo o Brasil. Vários Governadores e Presidentes da República frequentavam o Baile de Máscaras, que reunia o crème de la crème da época. No esporte, o Clube conquistava tudo. Tricampeonato Estadual de Tênis de Campo representando nossa cidade, títulos e mais títulos no futebol e recorde no basquete: octadeca campeão! Ou seja, 18 vezes consecutivas vencendo.

Em 1955, é criado o Baile de Máscaras, realizado nos salões laterais e central do Clube. O evento passa a ser conhecido como o baile oficial do carnaval petropolitano, já que todas as melhores fantasias do Brasil eram escolhidas a dedo para se apresentarem em um desfile de 40 minutos. Este era o grande charme da festa! 

Em 1969, o dinâmico Presidente José Borzino inaugura o Salão Central localizado na Sede Social, com um belíssimo baile entoado pela orquestra Tabajara de Severino Araújo. Em 1972, realiza a inauguração do prédio da Sauna do Clube, aumentando, e muito, as possibilidades para os associados do Clube.

Em 1972 é criado o Som Petrô, baile que reunia milhares de jovens aos domingos e veio marcar gerações de petropolitanos. Quem não esperava ansiosamente chegar o final de semana para curtir o Som ?

O ano de 1980 marca outra mudança fantástica no Clube. O Baile de Máscaras e seus trajes Black and Tie, já estavam desgastados, e então dão lugar ao Baile do Preto e Branco e seu tradicional desfile de fantasias que por muitos anos reuniu petropolitanos e cariocas em seus salões, entre eles Clóvis Bornay, Evandro de Castro Lima, Wilza Carla, Elóy Machado, e tantos outros. Em 1982, a tradição do baile com cores do clube tomou o Brasil, fazendo com que clubes famosos realizassem o evento. A reboque do Preto e Branco vem o Baile do Havaí para os mais jovens e as tradicionalíssimas matinês, eventos que são realizado até hoje.

Todas as grandes peças de teatro do Rio passaram por nosso palco, assim como a maioria absoluta dos cantores e grupos musicais: Pepino de Capri, Harry James e sua Orquestra, a Rainha do Dance Music Roberta Kelly, Gilberto Gil, Raul Seixas, Cazuza e Barão Vermelho, Ivete Sangalo, Banda Eva e Araketu.

Na década de 90, a sociedade petropolitana, com hábito de frequentar a região dos lagos e com perda de poder aquisitivo, acaba por deixar de lado a maioria dos clubes brasileiros e, claro, o Petropolitano entra nessa nova formatação. 

Com um grupo de abnegados colaboradores, Diretores, Conselheiros e Associados lutando a cada dia pela entidade, o Clube conseguiu ser mantido e, hoje em dia, tem um leque bem interessante de possibilidades para sobreviver sem os sustos e percalços de um passado muito recente.

O esteio do Clube são seus associados, que continuam lutando pelo alvinegro. Os alicerces do Esporte e da área Social estão mais vivos do que nunca e acreditamos que serão fundamentais para uma boa saúde de nosso glorioso alvinegro.

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